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Regional / 17.06.2026

Ação de Flávio Bolsonaro contra Lula por declaração polêmica no STF vai para Nunes Marques.

Nunes Marques foi sorteado relator da ação de Flávio Bolsonaro contra Lula no STF. Entenda a polêmica declaração do presidente. O post Ação de Flávio Bolsonaro contra Lula por dec...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 17/06/2026 às 22:56

Ação de Flávio Bolsonaro contra Lula por declaração polêmica no STF vai para Nunes Marques.
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

O cenário político e jurídico brasileiro ganha um novo capítulo com a designação do ministro Kassio Nunes Marques como relator da notícia-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O sorteio eletrônico, realizado no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta 4ª feira (17.mai.2026), às 17h16, coloca nas mãos do ministro a análise de uma acusação grave: a de que o presidente teria incitado um crime contra o senador.

A decisão do STF de definir o relator para este caso de alta repercussão marca o início formal do processo de avaliação da denúncia, que promete gerar intensos debates nos próximos meses. A notícia-crime, uma ferramenta legal para informar a Justiça sobre a suposta prática de um crime, agora passará pelo crivo de Nunes Marques, cuja atuação será crucial para os desdobramentos da controvérsia.

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A origem da controvérsia e a declaração presidencial

A ação de Flávio Bolsonaro foi protocolada em 4 de junho, motivada por uma declaração feita pelo presidente Lula durante um evento público em 2 de junho. Na ocasião, o presidente referiu-se aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro como “vendilhões da Pátria” e fez uma comparação histórica que gerou grande polêmica.

Lula afirmou que “por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”. Essa fala, além de ser o cerne da acusação de incitação ao crime, também foi marcada por uma imprecisão histórica, já que Tiradentes foi enforcado, enquanto Joaquim Silvério dos Reis foi o delator da Inconfidência Mineira.

Argumentos da defesa de Flávio Bolsonaro no STF

Na petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal, a defesa de Flávio Bolsonaro argumentou que a declaração do presidente Lula ultrapassou os limites da crítica política, configurando uma instigação à violência. Segundo os advogados, a frase de Lula “instigou os ouvintes a cometerem o crime de homicídio por enforcamento” contra o senador.

A interpretação da defesa é que a fala presidencial não foi apenas uma crítica ácida, mas sim uma incitação direta à violência, o que justificaria a abertura de uma notícia-crime para apuração dos fatos. A gravidade da acusação exige uma análise minuciosa por parte do relator e, posteriormente, do plenário do STF.

O contexto político da crítica de Lula

Durante o evento em que a declaração foi proferida, o presidente Lula criticou veementemente os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe de estado. A crítica central girou em torno da suposta busca por apoio estrangeiro contra decisões brasileiras, atitude que Lula classificou como traição à pátria.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer, alto e bom som, são traidores”, declarou o presidente. Este contexto político adiciona uma camada de complexidade à análise jurídica da notícia-crime.

A indicação de Nunes Marques e o papel do relator

O ministro Kassio Nunes Marques, agora responsável pela relatoria do caso, foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro em 2020. A definição da relatoria por sorteio eletrônico é um procedimento padrão do tribunal, garantindo a imparcialidade na distribuição dos processos.

Como relator, Nunes Marques terá a responsabilidade de conduzir a instrução do processo, solicitando informações, colhendo depoimentos e, ao final, apresentar um relatório e um voto aos demais ministros do STF. A decisão final sobre a admissibilidade e o mérito da notícia-crime caberá ao plenário da Corte, após a análise do relator.

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