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Ceará / 19.10.2026

Açúcar escondido em alimentos infantis acende alerta para a saúde das crianças

Balas, chocolates e sobremesas costumam ser os primeiros alimentos lembrados quando o assunto é excesso de açúcar na infância. No entanto, o ingrediente também pode estar presente ...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 19/10/2026 às 17:20

Açúcar escondido em alimentos infantis acende alerta para a saúde das crianças
© FONTE: Ceará Agora

Balas, chocolates e sobremesas costumam ser os primeiros alimentos lembrados quando o assunto é excesso de açúcar na infância. No entanto, o ingrediente também pode estar presente em produtos consumidos diariamente pelas crianças, como achocolatados, iogurtes adoçados, cereais matinais e bebidas lácteas. A presença frequente desses alimentos na rotina preocupa especialistas, já que pode contribuir para o desenvolvimento de problemas de saúde e influenciar a formação do paladar desde os primeiros anos de vida.

O Ministério da Saúde recomenda que crianças menores de dois anos não consumam açúcar adicionado, mel ou preparações que contenham esses ingredientes. A orientação busca prevenir problemas como obesidade e cáries, além de incentivar a aceitação de alimentos naturais. Isso porque o contato precoce com sabores muito doces pode aumentar a preferência por produtos açucarados e dificultar a introdução de outros alimentos na dieta.

A exposição constante ao açúcar pode favorecer o ganho excessivo de peso e contribuir para o desenvolvimento de doenças metabólicas ao longo da vida. Na saúde bucal, o consumo frequente facilita a ação de bactérias que produzem ácidos capazes de danificar o esmalte dos dentes, aumentando o risco de cáries.

Açúcar nem sempre está onde os pais imaginam

Um dos desafios para as famílias é identificar o açúcar presente em produtos que fazem parte do café da manhã ou do lanche escolar. Embora nem todos sejam considerados doces, alguns podem apresentar quantidades elevadas do ingrediente.

Entre os alimentos que merecem atenção estão:

  • Achocolatados e bebidas lácteas adoçadas;
  • Iogurtes com adição de açúcar;
  • Cereais matinais açucarados;
  • Refrigerantes e sucos industrializados adoçados;
  • Biscoitos recheados e bolos industrializados;
  • Sobremesas prontas, balas e chocolates.

A quantidade de açúcar varia conforme a marca e a composição de cada produto. Por isso, a leitura dos rótulos é uma das principais ferramentas para identificar o ingrediente e comparar opções disponíveis no mercado.

Pelas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alimentos sólidos ou semissólidos com 15 gramas ou mais de açúcares adicionados a cada 100 gramas devem apresentar um alerta na parte frontal da embalagem. Para bebidas, o limite é de 7,5 gramas a cada 100 mililitros.

A identificação, representada pelo símbolo de uma lupa, ajuda o consumidor a reconhecer produtos com alto teor de açúcar adicionado antes da compra.

Como reduzir o açúcar sem transformar os doces em vilões?

Uma das orientações é evitar que doces sejam utilizados frequentemente como recompensa por bom comportamento, boas notas ou cumprimento de tarefas. Essa associação pode aumentar o valor emocional atribuído às guloseimas e dificultar uma relação equilibrada com a alimentação.

Outra estratégia é ampliar a variedade de alimentos oferecidos. Frutas frescas, iogurte natural sem adição de açúcar, receitas com aveia e preparações caseiras podem ajudar a substituir parte dos produtos industrializados consumidos nos lanches.

Vitaminas de frutas sem açúcar adicionado também podem ser alternativas para crianças maiores. Para os menores de dois anos, a recomendação do Ministério da Saúde é priorizar o consumo da fruta inteira ou amassada, em vez de sucos.

Quanto açúcar uma criança pode consumir?

As recomendações variam conforme a faixa etária. Até os dois anos, o Ministério da Saúde orienta evitar completamente a oferta de açúcar adicionado, incluindo mel, doces e preparações adoçadas.

Para crianças maiores, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcares livres seja inferior a 10% da ingestão calórica diária. Uma redução para menos de 5% pode trazer benefícios adicionais à saúde.

Nessa categoria estão os açúcares adicionados aos alimentos e bebidas, além daqueles naturalmente presentes no mel, em xaropes e sucos de frutas. Já o açúcar encontrado naturalmente nas frutas inteiras e no leite não é incluído nesse limite.

O objetivo não é estabelecer uma alimentação rígida ou tratar um doce ocasional como um problema, mas evitar que produtos açucarados ocupem espaço excessivo na rotina, especialmente quando substituem alimentos mais nutritivos.

Na prática, pequenas mudanças no café da manhã, na lancheira e nas compras da família podem fazer diferença. Mais do que controlar o consumo em festas e ocasiões especiais, a atenção deve estar voltada aos hábitos repetidos diariamente, que ajudam a formar as preferências alimentares das crianças.

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