“Se não há candidatos perfeitos, que se elejam pelo menos os que não desrespeitam a democracia”
A eleição presidencial de domingo é a décima após a redemocratização do Brasil, mais está sendo qualificada como a pior a menos democrática e a mais rejeitada pelo eleitorado. É o ...
POR O ESTADO
Publicado em 23/10/2026 às 05:57
A eleição presidencial de domingo é a décima após a redemocratização do Brasil, mais está sendo qualificada como a pior a menos democrática e a mais rejeitada pelo eleitorado. É o que afirmam os números relacionados com o pleito do dia 25. Ontem mesmo o Datafolha., considerado o instituto de maiores acertos, arredondava para 40% o percentual de eleitores que se ausentarão das urnas, sendo 10% por motivo de saúde e os 30% restantes alegando desmotivação, descrença e desconfiança nos candidatos. Estamos, assim, diante de uma eleição que esteve marcada por desencontros partidários e pela ausência de fé nos princípios ideológicos dos envolvidos numa disputa em que 30 milhões de eleitores ausentes serão suficiente para permitir que os finalistas não sejam os melhores, ou mesmo não sejam tão representativos quanto se esperava deles, mesmo que se saiba que não eram o modelo de perfeição desejado para comandar uma Nação de 215 milhões de habitantes. Como ensinava Franklin D. Roosevelt, um dos presidentes do mesmo país presidido pelo inconsequente Donald Trump, “se não há candidatos perfeitos, que se elejam pelo menos os que não desrespeitam a Democracia”. No Brasil, o problema maior não é a falta de candidatos qualificados, mas, a maneira como os que assim se comportam terminam mergulhados em partidos vazios associados a outros que só pensam no enriquecimento de fiéis aliados. É o que se dá com eleições polarizadas que nos levam a um ponto sem retorno.
Michele sumiu.
Orientações da CNBB. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que, méis do que nunca manteve a Igreja Católica afastada de atividades político-eleitorais, aconselha apenas o voto consciente, em quem respeita a Democracia e a vocação dos brasileiros. A Nação sabe bem de que lado está Lula e Flávio e todos os Bolsonaro.
Aliança ampla. Segundo o deputado Romeu Aldigueri, a Assembléia Legislativa deverá fechar aliança com a Câmara Municipal de Fortaleza e os legislativos de municípios da Região Metropolitana, com o objetivo de que qualquer problema seja analisado e solucionado em conjunto para não desperdiçar tempo no dia da votação.
Atividade total. Para o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Leo Couto, aquele Poder estará mais presente do que nunca na periferia, não só para conhecer, mas para solucionar problemas nos bairros e comunidades mais problemáticas. Nesse caso, ele destaca a importância que terão os jovens para o êxito dessa missão da CMF.
A pior eleição. Para a crônica política, a eleição de domingo que deveria ser motivo de regozijo por ser a décima depois da redemocratização, tem tudo para ser catalogada como a pior e menos democrática da História da República. Basta ver o grande volume de ausências do eleitorado que se estima ser de em 40%.
Devedores ajudados. Ontem, a Fazenda Federal comunicou a decisão de implantar o programa Desenrola 3.0, cujo objetivo é a recuperação de R$ 90 bilhões oriundos de dívidas antigas. Para essa arrecadação haverá negociações com os devedores, cuja maioria terá sua dívida praticamente zerada.
Segredos eleitorais. Operadores do Instituto Quaest asseguram que as próximas 72 horas deverão ser o espaço temporal para que o grupo de apoio do candidato Flávio Bolsonaro tenha como compensar os quase 70% que Lula tem de diferença no Nordeste. Tem mais: não adianta querer virar. Aqui Lula domina.
Os institutos de pesquisa acreditam estar próximo de uma virada do presidente Lula. Flávio Bolsonaro chegou ao limite das suas forças perdendo o apoio significativo de aliados na reta final do pleito. Michele Bolsonaro, água benta do eleitorado feminino, sumiu. Não foi vista em nenhum dos seus palanques, não o acompanhou aos estados nem a manifestações públicas. Não há frequência da sua participação nos atos do 2º. turno ao lado do candidato do PL. A sua ausência na campanha está sendo apontada como responsável pelos dois pontos perdidos pelo senador nas últimas pesquisas.
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