“Quando trabalhamos juntos, os resultados são mais efetivos e alcançam mais vidas”, diz Janja
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, esteve nessa quinta-feira (25), em Fortaleza, para a apresentação do Pacto Nacional – Brasil Contra o Feminicídio no Ceará, que reuniu pa...
POR O ESTADO
Publicado em 26/06/2026 às 03:57
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, esteve nessa quinta-feira (25), em Fortaleza, para a apresentação do Pacto Nacional – Brasil Contra o Feminicídio no Ceará, que reuniu parlamentares locais, agentes da segurança pública e do Judiciário para discutir o enfrentamento dos casos de violência contra mulheres, que, segundo o governo, busca garantir o reforço social na proteção e na promoção da igualdade de gênero no Brasil.
O evento também contou com a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas, do ministro de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, e do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão. Todos são do PT no Ceará.
No Museu da Imagem e do Som (MIS), a primeira-dama iniciou discurso citando nomes de mulheres e meninas que foram vítimas de casos de feminicídio no Ceará, alertando para a importância do ato simbólico de adesão à ação federal, iniciado em fevereiro deste ano. “O pacto nasce do reconhecimento de que o enfrentamento ao feminicídio exige muito mais do que ações isoladas. Exige articulação, compromisso permanente, responsabilidade compartilhada e atuação coordenada das instituições que têm o dever de proteger as mulheres e garantir seus direitos. O diálogo institucional permanente tem se consolidado como uma das maiores forças desse pacto, demonstrando que, quando trabalhamos juntos, os resultados são mais efetivos e alcançam mais vidas”, disse.
Elmano avaliou que o Governo estadual tem feito “um esforço grande” em relação às redes de enfrentamento à violência contra as mulheres, mas que o desafio é contínuo na integração das políticas de segurança pública em relação aos casos. “Esse é o desafio do país inteiro. O Ceará tem feito um esforço grande de estruturar uma rede de enfrentamento à violência contra as mulheres. Mas nós continuamos a ter mulheres perdendo a vida ou pelo fim de um relacionamento ou por uma situação, pelo fato dela ser mulher.
Não podemos viver com uma situação dessa sem tomar atitudes. Temos que lutar para chegar a uma situação de termos feminicídio zero na nossa sociedade. É para isso que nós temos que lutar. Temos que estruturar políticas públicas que garantam a proteção a nossas mulheres.”
Por Letícia Saraiva e Júlia Lopes, estagiárias sob supervisão de editores
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