'Fronteira do mar': VÍDEO mostra momento em que Espanha implanta barreira marítima perto de Marrocos
Espanha instala barreira inflável no mar para impedir mais chegadas a Ceuta A Espanha informou neste sábado (1º) que conseguiu interromper o fluxo de entrada de imigrantes ...
POR G1 MUNDO
Publicado em 01/08/2026 às 14:34

Espanha instala barreira inflável no mar para impedir mais chegadas a Ceuta
A Espanha informou neste sábado (1º) que conseguiu interromper o fluxo de entrada de imigrantes em Ceuta e que a situação na cidade, que é um território autônomo espanhol no norte da África, já está quase de volta ao normal.
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Segundo as autoridades espanholas, mais de 48 das 50 mil pessoas que entraram na cidade desde quinta (30) já retornaram ao Marrocos. Também foi anunciado que o número de mortes durante a grande invasão subiu: agora são pelo menos 67.
"Quase todos eles já deixaram Ceuta. A situação se inverteu quase completamente", afirmou o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a jornalistas.
Agentes da Guarda Civil espanhola instalam uma barreira inflável em Ceuta, cidade autônoma da Espanha, para conter novos fluxos migratórios pelo mar de Marrocos, em 1º de agosto de 2026.
Jorge Guerrero/ AFP
Policiais e soldados espanhóis escoltam um grande grupo de migrantes até a fronteira para retirá-los da Espanha
REUTERS/Jon Nazca
Após flagrar um movimento voluntário de retorno de alguns imigrantes ao Marrocos nesta sexta-feira (31), a agência de notícias Reuters registrou alguns deles sendo escoltados até a fronteira pelo Exército espanhol neste sábado.
Imagens também mostram soldados e policiais espanhóis patrulhando a praia de Tarajal, onde milhares de marroquinos chegaram a nado, e buscando os que ainda resistem a ir embora.
Soldados espanhóis encontram um migrante escondido em um túnel na praia de Tarajal
REUTERS/Jon Nazca
Para evitar novas chegadas pelo mar, a Guarda Civil começou a instalar uma barreira flutuante de 500 metros.
Em comunicado, a organização explicou que a barreira pneumática, juntamente com uma linha de boias navais ancoradas, foi projetada para ficar de 30 a 70 centímetros acima da água e se estender até um metro abaixo da superfície. Um canal entre as barreiras permitirá que embarcações da Guarda Civil patrulhem a área.
Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira no mar para evitar chegad
Muitos dos imigrantes que atravessaram para Ceuta foram levados a migrar por dificuldades econômicas e foram incentivados por boatos nas redes sociais.
Migrantes descansam após cruzarem de volta do enclave espanhol de Ceuta para o lado marroquino da fronteira em Fnideq, Marrocos
REUTERS/Stringer
A Reuters conversou com dois homens que iniciavam o trajeto de retorno para casa e eles contaram que ficaram decepcionados ao encontrar muita hostilidade e falta de oportunidades.
"Eu queria ter uma vida melhor, mas aqui só encontrei fome e miséria. Queria me juntar à minha mãe na Espanha. Tudo estava fechado, inclusive os cafés. Um cigarro custava 2 euros, uma baguete custava 3 euros. Isso é demais", lamentou Brahim Karroubi. "Vou voltar. Não há nada para fazer aqui. Os habitantes de Ceuta nos trataram mal, estamos com fome. As lojas estão fechadas", acrescentou Mohamed, de 27 anos.
Já os moradores de Ceuta se mostraram aliviados com a volta à normalidade, mas disseram que ainda se sentem inseguros após a grande invasão há dois dias. Um deles afirmou que a chegada de 60 mil pessoas em menos de uma hora foi "inaceitável".
"Embora as coisas tenham se acalmado um pouco, Ceuta continua sendo insegura e ainda precisamos da polícia e dos militares, porque isso é um aviso de que eles podem nos invadir quando quiserem", disse a garçonete Marina Castano, cujo bar reabriu neste sábado.
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Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África. Junto com Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África.
A cidade fica na costa do Mar Mediterrâneo, em frente ao Estreito de Gibraltar. Apesar de pertencer à Espanha há séculos, o Marrocos reivindica a soberania sobre o território, o que gera atritos diplomáticos recorrentes.
Por fazer parte da Espanha, Ceuta também integra a União Europeia. Para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.
Mapa mostra localizações de Ceuta e Melilla, exclaves espanhóis na África, em meio a crise migratória em julho de 2026.
Dhara Pereira e Lara Bernardino/Arte g1
Imigrantes escoltados de volta à fronteira do Marrocos
REUTERS