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Ceará / 20.10.2026

‘’Eu acho que, se o Flávio Bolsonaro ganhar, o Ceará será perseguido’’, afrima Cid, em entrevista ao Jornal Alerta Geral

O senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou, nesta quarta-feira (20), ao ser entrevistado no Jornal Alerta Geral, da Metropolitana FM 104.3, que está diretamente empenhado na campanha de ...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 20/10/2026 às 10:25

‘’Eu acho que, se o Flávio Bolsonaro ganhar, o Ceará será perseguido’’, afrima Cid, em entrevista ao Jornal Alerta Geral
© FONTE: Ceará Agora

O senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou, nesta quarta-feira (20), ao ser entrevistado no Jornal Alerta Geral, da Metropolitana FM 104.3, que está diretamente empenhado na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por considerar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) poderia trazer consequências negativas para o Ceará.

Na conversa com o jornalista Luzenor de Oliveira, Cid disse que conhece a forma de atuação política da família Bolsonaro e declarou temer que o Estado seja prejudicado em uma eventual mudança de governo.

“Estou às vésperas de uma eleição e tenho um candidato, estou dedicado ao candidato. Eu acho que, se o Flávio Bolsonaro ganhar, o Ceará será perseguido. Eu conheço a natureza dessas pessoas. O Ceará vai ser perseguido, os cearenses vão sofrer muito se o Bolsonaro ganhar. Eu tenho absoluta convicção disso, daí o meu empenho”, afirmou.

A avaliação é de Cid Gomes e foi apresentada por ele como uma das razões para sua participação ativa na reta final da campanha presidencial.

O senador contrapôs essa preocupação à relação que diz existir entre o atual governo federal e o Ceará. “Eu conheço Lula, sei que ele tem ajudado, tem colaborado”, declarou.

Cid também voltou a fazer críticas duras a Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “malandro carioca atrevido”, expressão utilizada por ele ao longo da entrevista.

DÍVIDA PÚBLICA ENTRA NO CENTRO DA CRÍTICA

Além da disputa eleitoral, Cid apontou o endividamento público e, principalmente, o custo dos juros como um dos maiores problemas estruturais da economia brasileira.

Segundo o senador, o debate público costuma concentrar grande atenção na corrupção, enquanto o peso financeiro da dívida recebe menos espaço.

“Se você perguntar a 100 brasileiros qual é o maior problema do Brasil, certamente um percentual muito alto vai dizer que é corrupção. Corrupção é uma chaga terrível, porque desacredita a política”, afirmou.

Cid acrescentou que a corrupção tem efeitos profundos sobre a confiança nas instituições, mas defendeu que o País discuta também o impacto da dívida pública sobre o Orçamento.

“Nós temos um grave problema, que é a nossa dívida pública. O Brasil deve R$ 11 trilhões”, disse.

Na entrevista, Cid fez uma conta aproximada do impacto de uma taxa de juros elevada sobre esse estoque da dívida e afirmou que o custo anual pode ultrapassar a casa de R$ 1 trilhão.

Tomando como referência os números mencionados por ele, uma taxa de 14% sobre uma dívida de R$ 11 trilhões representaria, em cálculo simples, cerca de R$ 1,54 trilhão por ano. O valor efetivamente gasto com juros, porém, depende da composição da dívida, dos títulos emitidos, dos prazos e das taxas contratadas.

Para Cid, o problema está no volume de recursos públicos direcionado ao pagamento de juros.

“Esse é o nosso problema, esse é o problema do Brasil e precisa ser enfrentado. Primeiro, mostrando às pessoas o que isso significa, porque ninguém fala”, afirmou.

O senador também criticou o poder econômico dos grandes detentores de capital e disse considerar insuficiente o debate sobre quem se beneficia da atual estrutura financeira.

“Esse é o grande problema brasileiro: uma quantidade enorme de recursos que sai do orçamento da União para remunerar quem já tem muito dinheiro. A gente tem que enfrentar esse problema”, declarou.

Cid defendeu que o tema seja apresentado de forma mais clara à população e colocado no centro da discussão econômica nacional.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

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